Sobre
Especulações, ideias e absurdidades sobre a estupidez da normalidade. Esta publicação é a publicação “irmã” da the “The Useful Uselessness” lançada em Março de 2025.
porque existe esta publicação
O nome nasceu de um gosto por oximoros. Estive quase a chamar-lhe «Oximoron», mas pareceu-me demasiado óbvio.
“Úteis inutilidades” capta algo a que me apanha a voltar de maneira recorrente: muitas das coisas que mais importam não podem ser mensuradas. A atenção, o descanso, a conversa, a dúvida — nenhuma destas produz retorno imediato, e no entanto são importantíssimas dimensões.
Esta publicação serve para pensar devagar sobre coisas que não encaixam bem em modelos de produtividade nem em fórmulas de aperfeiçoamento pessoal.
a língua do pensamento
Escrevo habitualmente — pode encontrar esse trabalho no site da Way Beyond e na Link to Leaders.
Comecei a escrever em inglês publicamente em Março de 2025. Escrever noutro idioma cria uma distância produtiva. Obriga-me a abrandar, exige precisão e às vezes revela o que a familiaridade esconde. A publicação original existe, em parte, como uma experiência nesse deslocamento. Criei esta porque, no final de contas, gosto muito mais de escrever na língua em que penso. Há, inclusive, textos que tenho escritos que nunca conseguirei rescrever ou traduzir para inglês.
Também porque em 2026 é publicado o meu primeiro livro.
quem é o joão sevilhano
Sou psicólogo de formação. co-fundador e um dos sócios gerentes da Way Beyond, onde trabalho em desenvolvimento humano e transformação organizacional.
O Marcel Kampman chamou-me uma vez «arqueólogo da mente». O Tim Leberecht refere-se a mim, de vez em quando, como «o Fernando Pessoa da escrita corporativa» — generoso, talvez irónico.
A minha formação é em psicologia clínica e psicanálise. Colaboro com a Porto Business School e a NOVA Doctoral School, e tenho tendência a achar que a conversa com sentido está subvalorizada como instrumento de mudança.
Tenho quatro filhos. A vida em família não é, para mim, um postal de Instagram. É um confronto diário com a distância entre o que digo e o que faço — o que acaba por ser uma preparação útil para escrever sobre contradição.
acesso e apoio
Tudo neste site é de leitura livre. Sem barreiras de pagamento, sem conteúdos exclusivos.
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Porquê pagar por algo que é gratuito? Sinceramente, não sei. Mas há quem queira, e fico grato quando o fazem. Isto leva tempo a escrever e, embora alimente também o meu outro trabalho, o apoio directo ajuda-me a justificar passar mais desse tempo aqui.
É isto. Nada de «santuário para ideias», nada de «espaço onde os pensamentos podem respirar». Apenas ensaios, escritos com regularidade, disponíveis para qualquer pessoa.
vozes convidadas
Por agora, esta é uma publicação de autor único, apesar de algumas colaborações pontuais. Se reconheceres nestes ensaios algo do teu próprio questionamento e achares que talvez quisesses escrever aqui, fala comigo. Sem promessas, mas o convite fica aberto.


